Carta Aos Romanos – romance policial sobre sociedades secretas

Um romance policial onde suspense, religião e sociedades secretas se encontram com a imigração alemã no sul Brasil. Inspirado em uma lenda urbana do interior do RS.

Arquivado em janeiro, 2009

Postado por traichel on janeiro 29, 2009

Uma das primeiras coisas que me preocupei (e me preocupo ainda) é defender a autoria da obra. Creio que este é um pensamento de qualquer um que crie alguma coisa, seja um livro, um desenho ou vídeo. A gente tem a idéia e quer que ela seja creditada sempre a nós. Se tiver lucro em cima então…

Depois de escrito o livro e revisado algumas vezes – na verdade ainda tá faltando a revisão gramatical, mas isso é com minha irmã – o passo seguinte será enviar uma cópia para a Fundação Biblioteca Nacional. Esse depósito servirá para deixar registrado que a idéia do livro já existe e que sou eu o autor.

Interessante notar que, se a gente olhar o link lá no site deles sobre os serviços do Escritório de Direitos Autorais, veremos que muita coisa pode ser depositada lá: desenhos, letras de música e livros publicados ou não. No caso dos livros quando se manda para uma editora publicar, já está incluso no valor que eles cobram o depósito legal, mas se resolvermos fazer por conta própria o valor sai bem em conta: R$ 20,00 por obra!

O ISBN, que é o código de barras que identifica o livro em qualquer lugar do mundo, também pode ser feito lá, na Agência Brasileira do ISBN. Tu precisas primeiro fazer um cadastro pessoal (R$ 70,00 se não me engano) e depois cada obra que registrares sai pela bagatela de R$ 185,00 – cadastramento, número, fotolito e png do código de barras).

Como por enquanto não pretendo colocar o Carta em livrarias não gastarei esse dinheiro, apenas farei o depósito legal. Mas quem sabe o que o futuro nos reserva?

Postado por traichel on janeiro 23, 2009

Durante a Idade Média não foram só os Templários que apareceram com a sua Ordem Militar credenciada pelo Vaticano. Outros nobres de outros países também quiseram a vida “heróica e devotada em defesa do Cristianismo, contra os impuro sarracenos”.

150px-teuton_flagsvgUma destas Ordens eram os Cavaleiros Teutônicos. Basicamente seguiam a mesma coisa que os Pobres Cavaleiros do Templo, mas eram formados por homens germânicos: bávaros, prussianos, saxões, etc.

Vale lembrar que naquela época não existia bem uma Alemanha, mas sim um conjunto de ducados e pequenos reinos, ora unidos sob um império, ora divididos e brigando entre si. Aliás este sempre foi um dos passatempos prediletos dos germanos, desde o tempo dos Césares: lutar entre si.

Em fim, a Ordem dos Cavaleiros Teutônicos pelo visto era a menorzinha das três. Eu disse três? Ahh sim, tem os Hospitalários também, que aliás disputavam com os templários o título de queridos de Roma. Voltando ao assunto, pelo que se sabe eles não eram muito bem vistos pelo co-irmãos de armadura, visto que eles eram assim, como poderei dizer, meio bárbaros. Tinham mais interesse em cortar cabeças que fazer orações.

Eram identificados pela cruz preta sobre o branco e, diferente das demais, a Ordem existe até hoje, claro em um formato diferente. Quem quiser pode até visitar o site oficial da organização, hoje com a sua sede na Áustria. Só tem que saber a língua de Goethe para entender…

Postado por traichel on janeiro 19, 2009

Quando eu estava escrevendo o livro e já decidido que o colocaria na web, comecei a procurar uma forma de mostrar o meu trabalho sem dar muita moleza para os caras do ctrl+c / ctrl+v.

Então saí a cata de algum serviço na web que fizesse isso e encontrei assim o Bookess.

Bom, basicamente ele é uma espécie de Orkut para quem escreve, onde se pode além de publicar o próprio texto a gente pode adicionar outros livros aos teus favoritos, estabelecer amizades, trocar recados, sugerir capítulos e por aí adiante. Uma das coisas legais é que se pode “folhear” o livro e colocar marcador de página onde se parou

O lado ruim do Bookess é o seu editor de capítulos, em Javascript. Colar do word tem sido um caos, ele bagunça tudo. Atualizando: eles mudaram um monte e tá bem melhor de publicar.

O outro serviço foi indicado pelo Felipe, meu sócio lá na 29sul: o NeoReader.

Duas  coisas  gostei de lá: uma é simplesmente fazer o upload do PDF, definir meia dúzia de campos e voilà, tá na web. A outra é colocar o NeoReader dentro do teu site, “embebedando” ele na página, como faço aqui com os capítulos. Assim todos podem ler o arquivo, mas o seu conteúdo (teoricamente) fica bem protegido.

Existe ainda o Scribid, onde também se pode colocar PDFs online. O site é em inglês e parece ter um monte de assinantes, mas não gostei do fato de não poder proteger os PDFs. Ou seja, podem ser baixados e seu conteúdo copiado livremente. Atualizando: agora dá para bloquear o download e o ctrl+c.
Então é isso. Lugar para publicar tu já sabes. Agora é começar a escrever!

Postado por traichel on janeiro 16, 2009

Essa foi a minha primeira questão filosófica que me deparei quando terminei de escrever a história do Carta aos Romanos. Eu já tinha entregue algumas cópias sem revisão para alguns amigos e parentes, para que dessem uma olhada no material. Todos me disseram que a história estava boa e tal (claro que esposa e mãe são suspeitas) mas foi aí que me perguntaram o que eu faria com o livro.

Bom, eu pesquisei na internet sobre o assunto da publicação de livros e, se eu já estava em dúvida sobre como “publicar” a minha história, depois de ler em sites fiquei ainda mais perdido.

Resumindo eu encontrei 4 situações distintas:

  1. o método tradicional de enviar impresso para uma editora e esperar pacientemente que respondessem (coisa de meses) e torcendo para que gostassem;
  2. autopublicar, pagando uma editora para fazer os registros na Biblioteca Nacional (cireito autoral)  e o ISBN (o código de barras) e também imprimindo no mínimo 100 livros, que eu mesmo teria de dar um jeito de divulgar;
  3. tentar uma editora que faça on demand, ou seja, tu pagas a parte de registros, capas, revisão. Ela distribui virtualmente e se vender, ela imprime;
  4. não gastar com quase nada e publicar o conteúdo em um blog.

Bom, a primeira para falar a verdade nem tentei. Li tanto artigo dizendo que só consegue 1 em 1 milhão e tal que achei que meu pequeno livro de um autor estreante não faria nem cócegas em uma editora. Ou faria rir…

A segunda fora de cogitação. Sem condições de gastar 2 ou 3 mil pra ter um monte de livros em casa e sair correndo atrás de livrarias.

A terceira me pareceu interessante. Se eu tivesse um tanto de dinheiro guardado – mais  ou menos 800 reais pelo que vi – até arriscaria.

A quarta me pareceu mais atraente, principalmente depois que li esse artigo aqui. O meu único medo era o conteúdo.  Afinal de contas foram 4 meses escrevendo e reescrevendo. A última coisa que eu quero é ver um engraçadinho copiando e tirando a minha autoria. Mas sobre direitos eu falarei em outro post.

Para resumir a ópera, optei pelo quarto, assim eu colocarei aqui para leitura online através do NeoReader ou pelo Bookess. Agora que venham os visitantes!