Carta Aos Romanos – romance policial sobre sociedades secretas

Um romance policial onde suspense, religião e sociedades secretas se encontram com a imigração alemã no sul Brasil. Inspirado em uma lenda urbana do interior do RS.

Arquivado em agosto, 2010

Postado por traichel on agosto 10, 2010

Eu já tinha ouvido falar da sociedade secreta dos alunos de Yale, nos Estados Unidos e sempre me perguntei se eu ouviria histórias semelhantes durante a minha gradução na Unisinos. Não daquele porte, claro, mas algo parecido. Bom, fiquei 12 anos no campus e nunca soube de nada. Ou não tem, ou sou muito insignificante…

Mas pesquisando um pouco mais sobre a Caveira e Ossos a gente encontra um monte de coisas na Web. Vou tentar colocar um resumo aqui:

Desde sua fundação, em função da alta seletividade da Skull & Bones, que recruta anualmente apenas 15 membros, cerca de 2.500 bonesmen tiveram o privilégio de ostentar tal identificação e hoje em dia há em torno de 600 deles vivos, mas em geral ocupando importantes posições… a Skull & Bones mantém critérios seletivos quanto ao universo de candidatos a prováveis irmãos de ordem. Um requisito inicial é a própria educação secundária, pois há preferência por candidatos egressos de tradicionais e prestigiosas High Schools que atendem exatamente a jovens abastados. Além do mais, a seleção leva em consideração a vivência aventureira do candidato. Pretendentes que já ousaram a enfrentar selvas africanas, intempéries sul-americanas, desertos e riscos eminentes no Oriente conquistam valiosos pontos nesta fase de pretensão à filiação. Os candidatos são criteriosa e severamente avaliados pelos membros sênior da ordem e submetidos a testes e entrevistas que buscam aferir as potencialidades e capacidade integrativa dos candidatos ao corolário e ideário da Skull & Bones.

Sua cerimônia de iniciação é marcada por uma simbologia mórbida, mas curiosa. Os iniciantes, despidos, deitam-se num caixão que é carregada pelo salão da sede da irmandade. Eles reverenciam a insígnia da ordem (um crânio sobre dois ossos cruzados acima da inscrição “322″, alusiva ao ano de 322 a.C., ano em que a deusa Eulogia apareceu no céu após a morte de um orador grego. A crença diz que ela retornaria em 1832) e depois saem do ataúde mortuário como sinal de que estão marcando seu renascimento para um novo mundo iluminado, guardando, cada um, em um local específico, um osso entalhado com o nome dos novos iniciados.

A visão Skull & Bones na política estadunidense é de notável influência, já que muitos de seus integrantes tomaram parte da vida pública do país desde os idos dos fins do século XIX. Esta visão típica dos bonesmen sobre a condução dos EUA não é assunto que deixe de merecer ser notado, sobretudo, quando mais um de seus pares ocupa a presidência do país, após uma reeleição disputada contra um adversário que também ostenta a condição de irmão da ordem de Yale (assim como Goerge W. Bush, o democrata John Kerry também foi forjado nas fileiras da Skull & Bones).”

Para ler mais sobre a Skull and Bones, tem esse artigo aqui, de onde resumi o texto. Boa leitura!

Postado por traichel on agosto 8, 2010

Essa foto é bastante significativa e encontrei visitando o museu Henrique Ubel, no município de Teutônia/RS.

Segundo me contaram esse templo ficava ao lado da igreja Luterana e era bastante ativo e isso pode ser conferido na documentação que também está no museu, onde tem a lista de maçons que faziam parte da Loja “Luz da Teutônia” (eu vi mais de 40, mas não me lembro do número exato).
Pelos documentos podemos ver que essa loja trabalhava no Rito Escocês Antigo e Aceito e foi fundada em no início do século. Pela opulência do prédio podemos ver que se tratava de algo realmente importante no então distrito de Canabarro, pois a cidade em si ainda fazia parte do município de Estrela.

Mas essa não foi a primeira Loja Maçônica daquela região. Lá no museu encontrei também documentos de uma outra loja, mais antiga, fundada se não me falha a memória em 1899, a “Zur Treue und Redlichkeit”, mas parece que durou pouco, pois não vi nada depois de 1903. Essa loja trabalhava em outro rito, o de Schröder, mais alemã impossível! Mas não tem nenhuma foto do templo dela e pelas atas que tem no museu, algumas em português outras em alemão, ela se localizava em outra linha chamada Boa Vista.