Carta Aos Romanos – romance policial sobre sociedades secretas

Um romance policial onde suspense, religião e sociedades secretas se encontram com a imigração alemã no sul Brasil. Inspirado em uma lenda urbana do interior do RS.

Arquivado em ‘Curiosidades’

Postado por traichel on maio 2, 2014

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Para tirar a poeira do blog do Carta aos Romanos, trago as fotos do Hospital Teutonia Norte, uma das locações do meu livro Carta aos Romanos, que vai ser recuperado pela prefeitura. O prédio, desativado a muitos anos, vai virar um centro de lazer segundo a atual administração municipal.

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Transcrevo aqui a matéria que saiu no Informativo do Vale, no dia 13/04:

“Teutônia - Por volta de 1950, dezenas de pessoas circulavam pelas salas do Hospital Teutônia Norte, no Bairro Teutônia. Atendimentos médicos e odontológicos eram realizados no local. Hoje, anos depois do fechamento da casa de saúde, o cenário é outro. Apenas um frágil arame separa o matagal, os medicamentos mais que vencidos, seringas e até documentos da visita de vândalos e até de crianças tomadas pela curiosidade.   
Em uma das salas, centenas são as ampolas quebradas e até intactas, empilhadas sobre a mesa. O abandono inclusive causa a preocupação de quem mora próximo da edificação. “Tem muito remédio atirado e até agulhas. Por qualquer um poder entrar, crianças podem se machucar”, cita um morador, que não quis se identificar. Já outra pessoa comenta que, durante a noite, é comum ver animais maiores saírem do meio do mato. “Até raposa eu já vi”, fala. 
O prefeito Renato Airton Altmann informa que foi feita uma pesquisa no Registro de Imóveis para saber o nome do proprietário do antigo hospital. “Não sei dizer a época do funcionamento nem quando foi fechado. Só sei que foi há muitos anos”, comenta. A fiscalização já esteve lá para avaliar a situação. “Já faz muito tempo que o local está assim, abandonado. Iremos enviar uma notificação ao proprietário para que sejam feitos a limpeza e o fechamento correto do prédio. Caso isso não ocorra, a prefeitura vai tomar as providências para levar mais segurança à comunidade”, aponta. 

Cenário
Entrar nos cômodos causa arrepios. Em meio aos medicamentos e muita sujeira, há uma pichação com os seguintes dizeres: “Não entre a morte ta a sua espera (sic)”. É possível ver ainda documentos largados com datas por volta de 1950, incluindo da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs). Também abandonadas, correspondências de hospitais, como uma de São Paulo, enviadas à casa de saúde quando Teutônia ainda pertencia a Estrela. Além disso, existem colchões em bom estado nas camas da antiga instituição, cobertores e diversas garrafas vazias, concluindo que pessoas possam estar utilizando o espaço para passar a noite.

Os medicamentos e suas indicações
Circulando no interior do prédio é possível ver caixas de diversos medicamentos. A farmacêutica Carla Guerra fala que os remédios são considerados simples, baratos, sem nenhum controle especial, mas que, em caso de ingestão em excesso, podem causar intoxicação. “Ainda mais por estarem vencidos”, aponta. Entre as embalagens encontradas e com leitura ainda possível estão Celeston, um corticoide usado para inflamação e alergias de pele; Alcamag, utilizado para azia; ampolas de Aminofilina Sandoz, usadas para falta de ar, asma; Neomicina, pomada contra infecções causadas por cortes, queimaduras, entre outros.”

Postado por traichel on agosto 10, 2010

Eu já tinha ouvido falar da sociedade secreta dos alunos de Yale, nos Estados Unidos e sempre me perguntei se eu ouviria histórias semelhantes durante a minha gradução na Unisinos. Não daquele porte, claro, mas algo parecido. Bom, fiquei 12 anos no campus e nunca soube de nada. Ou não tem, ou sou muito insignificante…

Mas pesquisando um pouco mais sobre a Caveira e Ossos a gente encontra um monte de coisas na Web. Vou tentar colocar um resumo aqui:

Desde sua fundação, em função da alta seletividade da Skull & Bones, que recruta anualmente apenas 15 membros, cerca de 2.500 bonesmen tiveram o privilégio de ostentar tal identificação e hoje em dia há em torno de 600 deles vivos, mas em geral ocupando importantes posições… a Skull & Bones mantém critérios seletivos quanto ao universo de candidatos a prováveis irmãos de ordem. Um requisito inicial é a própria educação secundária, pois há preferência por candidatos egressos de tradicionais e prestigiosas High Schools que atendem exatamente a jovens abastados. Além do mais, a seleção leva em consideração a vivência aventureira do candidato. Pretendentes que já ousaram a enfrentar selvas africanas, intempéries sul-americanas, desertos e riscos eminentes no Oriente conquistam valiosos pontos nesta fase de pretensão à filiação. Os candidatos são criteriosa e severamente avaliados pelos membros sênior da ordem e submetidos a testes e entrevistas que buscam aferir as potencialidades e capacidade integrativa dos candidatos ao corolário e ideário da Skull & Bones.

Sua cerimônia de iniciação é marcada por uma simbologia mórbida, mas curiosa. Os iniciantes, despidos, deitam-se num caixão que é carregada pelo salão da sede da irmandade. Eles reverenciam a insígnia da ordem (um crânio sobre dois ossos cruzados acima da inscrição “322″, alusiva ao ano de 322 a.C., ano em que a deusa Eulogia apareceu no céu após a morte de um orador grego. A crença diz que ela retornaria em 1832) e depois saem do ataúde mortuário como sinal de que estão marcando seu renascimento para um novo mundo iluminado, guardando, cada um, em um local específico, um osso entalhado com o nome dos novos iniciados.

A visão Skull & Bones na política estadunidense é de notável influência, já que muitos de seus integrantes tomaram parte da vida pública do país desde os idos dos fins do século XIX. Esta visão típica dos bonesmen sobre a condução dos EUA não é assunto que deixe de merecer ser notado, sobretudo, quando mais um de seus pares ocupa a presidência do país, após uma reeleição disputada contra um adversário que também ostenta a condição de irmão da ordem de Yale (assim como Goerge W. Bush, o democrata John Kerry também foi forjado nas fileiras da Skull & Bones).”

Para ler mais sobre a Skull and Bones, tem esse artigo aqui, de onde resumi o texto. Boa leitura!

Postado por traichel on agosto 8, 2010

Essa foto é bastante significativa e encontrei visitando o museu Henrique Ubel, no município de Teutônia/RS.

Segundo me contaram esse templo ficava ao lado da igreja Luterana e era bastante ativo e isso pode ser conferido na documentação que também está no museu, onde tem a lista de maçons que faziam parte da Loja “Luz da Teutônia” (eu vi mais de 40, mas não me lembro do número exato).
Pelos documentos podemos ver que essa loja trabalhava no Rito Escocês Antigo e Aceito e foi fundada em no início do século. Pela opulência do prédio podemos ver que se tratava de algo realmente importante no então distrito de Canabarro, pois a cidade em si ainda fazia parte do município de Estrela.

Mas essa não foi a primeira Loja Maçônica daquela região. Lá no museu encontrei também documentos de uma outra loja, mais antiga, fundada se não me falha a memória em 1899, a “Zur Treue und Redlichkeit”, mas parece que durou pouco, pois não vi nada depois de 1903. Essa loja trabalhava em outro rito, o de Schröder, mais alemã impossível! Mas não tem nenhuma foto do templo dela e pelas atas que tem no museu, algumas em português outras em alemão, ela se localizava em outra linha chamada Boa Vista.

Postado por traichel on dezembro 31, 2009

Duplico aqui um pedaço de um texto que encontrei no site lojasmaconicas.com.br:

” A Ordem dos Cavaleiros Teutônicos foi fundada em 1.190 por Cruzados alemães na Palestina e foi reconhecida pelo Papa em 1.199. Instituída depois dos Cavaleiros Templários, e dos Hospitalários, restringiu a admissão à Ordem, apenas aos membros da nobreza alemã.
A nova Ordem, constituiu-se no principal grupo militar alemão.
Em 1.229 os Cavaleiros Teutônicos começaram uma cruzada para converter e pacificar os eslavos pagãos da Prússia. Eles esmagaram os eslavos nativos e adotaram para si próprios, um estado de semideuses.
A forma impiedosa de combater o inimigo, rendeu aos Teutônicos, a reputação de guerreiros malignos.
Os Cavaleiros Teutônicos tornaram-se cínicos, e acreditavam que a eliminação total do inimigo era o único meio de erradicar rapidamente o mal. Para atingir seus objetivos, seu treinamento militar era supremo. Os membros desta Ordem são normalmente fortes e refletem seu treinamento militar.

Vestidos para batalha, são iguais a todos os demais cavaleiros; em alguns casos um Teutônico pode ter alguns suplementos opcionais alinhavados em seu vestuário entretanto, normalmente, suas batas são brancas e adornadas com uma cruz preta simples.
Após as batalhas da Idade Média, durante vários séculos, um pequeno grupo dos Teutônicos serviu em Viena como uma pequena chama que mantinha viva Ordem; porém, agora que a Ordem dos Cavaleiros Teutônicos foi restabelecida, eles readquiriram sua antiga sede no Castelo de Marienburg.

Os membros da Ordem são encarados pela população em geral, como pessoas normais que pertencem à uma Ordem semi clerical, dedicada ao trabalho de caridade; mas, segundo o autor, os membros da Ordem têm força para dobrar barras de ferro, o que as afasta da média da população.

Os Cavaleiros Teutônicos escolhem os seus sócios cuidadosamente, geralmente provenientes de polícias especiais ou forças armadas de vários pontos ao redor do mundo. A maioria do Cavaleiros Teutônicos vêm destes exércitos ou equipes de força policial. Os cavaleiros são muito reservados e raramente revelam sua identidade em público. Esta é a única Ordem que obriga os seus membros às antigas regras de não manter contatos familiares.

Os fundos financeiros deles são quase impossíveis de serem localizados, seus detalhes pessoais são protegidos até mesmo de Teutônicos da mesma categoria e suas habilidades de luta são cuidadosamente desenvolvidas. Para pertencer à Ordem é necessário possuir muito bons atributos físicos e ser um excelente lutador. Sua fama é a de possuírem um temperamento agressivo, e freqüentemente estão ansiosos para entrar em uma briga. Este tipo de atitude é interpretado freqüentemente pelos Hospitalários e Templários como puro instinto animal. As outras Ordens não apreciam o ódio e a preocupação com que o Teutônicos agem com os inimigos. Os Teutônicos normalmente ficam frustrados com estratégias a longo prazo. Eles gastam a maior parte de suas vidas treinando para lutar e querem pôr todo o treinamento em prática rapidamente.

Eles tendem a serem difíceis de se dar bem socialmente. Eles repugnam o artifício ou as táticas sutis e acreditam na confrontação frente-a-frente como melhor tática de aproximação. Isto os conduziu freqüentemente, em desentendimentos com os Hospitalários e Templários.
Às vezes os Teutônicos quando fora da Ordem, ignoram as instruções de seus próprios oficiais, se julgarem que a mesma é imprópria ou incorreta.

Princípios Históricos:

Os Cavaleiros Teutônicos são um exército e Ordem religiosa alemã, baseada nos Hospitalários e Templários. É a mais jovem das três Ordens militares, foram fundados em 1.190 como uma unidade de auxilio, por Comerciantes alemães preocupados com os compatriotas sujeitos às doenças .

Os membros do grupo estabeleceram-se entre os integrantes do exército Cristão acampado fora do Acre. Pouco depois, foi-lhes concedido terras para construir um hospital, e também um estado Monástico. Os Teutônicos foram então, surpreendidos com a instrução pelo Papa Innocent III, para se tornarem uma Ordem Militar. O braço militar era baseado no modelo dos Cavaleiros Templários e o hospital nos Cavaleiros Hospitalários. A Ordem dos Teutônicos não restringiu então, aos seus membros, a exigência de pertencer à nobreza alemã. Os únicos limites eram ser um homem livre e não estar casado.

A Ordem geralmente usava um hábito branco com uma cruz preta. Cada um dos 12 Capítulos da Ordem, havia um líder conhecido como Komtur, significando o oficial de diligências. Quando um Grão Mestre morria, todos os Komturs reuniam-se para eleger 13 membros que, em troca, elegeria um novo Grão Mestre.Os outros oficiais do comando (Grosskomtur), eram: o Ordensmarshall, o Tressler (o tesoureiro), o Spittler (Hospitalários) e o Trapier (chefe de quartel). A Ordem nunca se distinguiu na Terra Santa. Não lutou nenhuma batalha famosa, nem desfrutou inicialmente a riqueza de apoio dada às outras Ordens. È parcialmente por causa desta falta de apoio que permaneceu um movimento puramente germânico; fato este que logo direcionou seus interesses para a própria Pátria. Em 1.216 a ordem perdeu a maioria de seus cavaleiros e seu Grão Mestre em ação na defesa da Terra Santa. A Ordem ficou em Acre até a queda do reino em finais do 13º século, quando os Teutônicos aumentaram gradativamente sua força nos Bálcãs.

A Ordem ajudou o Rei Andrew da Hungria nos meados de 1.210 a desalojar os Kumans que estavam invadindo a Transilvânia. Outro que pediu ajuda à Ordem foi o Duque polaco Conrad de Masovia, que pediu para a Ordem proteção contra os pagãos que invadiam suas terras. A Ordem era inumana em sua briga contra as tribos pagãs, até mesmo com pequenos contingentes de cavalaria eram praticamente invencíveis em face a qualquer inimigo. Os Teutônicos não tinham misericórdia.Qualquer homem, mulher ou criança conquistado tinha que se converter ou seriam executados.Os nativos tornaram-se servos da Ordem, controlados de uma série de fortalezas poderosas. Os domínio teutônicos estenderam-se pelos Bálcãs da Polônia, pela Lituânia e Suécia.
Nos 100 anos seguintes eles estenderam seu domínio ao longo do Báltico do Golfo da Finlândia para as margens do Pomeranian. Os Teutônicos colonizaram a terra com alemães e estabeleceram um governo central forte com sede em Marienburg, Prússia.

Rebeliões nos anos 1.260 forçaram a Ordem em seus limites. Depois que vários castelos balcânicos e Acre caíram em finais do 13º século, os cavaleiros migraram a sede deles para Veneza. O território perdido nos Bálcãs foi logo recapturado. Os Cavaleiros Teutônicos governaram a nova terra deles eficazmente. A maioria dos colonos achou estranho ter que responder a assuntos financeiros a monges que não foram autorizados a possuir qualquer coisa, mas isto limitou a corrupção e permitiu que os negócios fossem operados com eficácia.

Durante princípios de 1.300, a Inquisição atacou os Templários e Teutônicos com as acusações de crueldade e bruxaria; entretanto o teatro de operações dos Teutônicos (Prússia e a Costa do Báltico), colocou-os em segurança, além do alcance de qualquer autoridade que poderia agir contra eles.

As regras dos Teutônicos não era fácil. No 14º século aconteceram uma série de batalhas contínuas contra os lituanos; até 80 expedições ao todo com até sete em um ano. Os Teutônicos alcançaram o cume de seu poder e reputação durante este período, aparecendo então, algumas das melhores mentes militares da era.

Derrotado pelos polacos e lituanos na Batalha de Tannenberg em 1.410, os Cavaleiros Teutônicos foram forçados em 1.466, a ceder a Prússia Ocidental e Pomerelia para a Polônia e mover sua sede para Konigsberg na Prússia Oriental. Em 1.525 o Grão Mestre da Ordem, Albert de Brandenburg, converteu-se ao Luteranismo .A imagem teutônica, como também parte da própria Ordem, foi seqüestrada pelos Nazistas na Segunda Guerra Mundial.

A Cruzada Eslava da Ordem foi sustentada como um exemplo de superioridade alemã e foi usada como uma desculpa para outro ataque à Rússia. Muitos membros da SS auto nomearam-se como Cavaleiros da Ordem Militar.

A Ordem dos Cavaleiros Teutônicos ainda existe na Áustria como uma organização semi-clerical, dedicada ao trabalho de caridade.”

Postado por traichel on junho 17, 2009

Segundo a Wikipedia, que transcrevo aqui de maneira mais resumida:

Sistema de encaixe de madeiras

Sistema de encaixe de madeiras

“O Enxaimel, ou Fachwerk (originário de “Fach” assim denominavam o espaço preenchido com material entrelaçado de uma parede feita de caibros), é uma técnica de construção que consiste em paredes montadas com hastes de madeira encaixadas entre si em posições horizontais, verticais ou inclinadas, cujos espaços são preenchidos geralmente por pedras ou tijolos. Os tirantes de madeira dão estilo e beleza às construções do gênero, produzindo um caráter estético privilegiado. Outras características são a robustez e a grande inclinação dos telhados. Na adaptação do enxaimel às características climáticas da região, foi necessária a implantação, por conta da elevada umidade local, de uma estrutura feita de pedra que sustenta as construções evitando que a madeira se molhe.

Casa em estilo enxaimel

Casa em estilo enxaimel

As casas no chamado estilo enxaimel são uma das principais atrações turísticas em qualquer região de colonização alemã. Quando os primeiros alemães chegaram ao Brasil, a arquitetura enxaimel já não era utilizada havia muito tempo, mas foi considerada a mais adequada para as condições encontradas no Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Além de fortes, as casas eram baratas e de construção simples. Enxaimel quer dizer enchimento. Primeiro, era construído o esqueleto da casa, todo de toras grossas de madeira. Entre as vigas verticais eram colocadas as horizontais e, nas extremidades das paredes, algumas em ângulo, para evitar inclinação. Pronta a “caixa”, os espaços eram completados com materiais disponíveis de acordo com a região: no Rio Grande do Sul, há fechamentos com taipa, barro socado, tijolos maciços rebocados e até mesmo pedra grês cortadas. Em Santa Catarina, há maior ocorrência de tijolos maciços sem uso de reboco.

O Vale do Itajaí e o Norte do estado de Santa Catarina têm uma das maiores concentração deste modo construtivo na América. Os municípios de Indaial, Blumenau, Joinville, São Bento do Sul, Timbó e Pomerode têm número significativo de enxaiméis.

No Rio Grande do Sul, se destacam os municípios emancipados da antiga colônia alemã de São Leopoldo: Ivoti, Dois Irmãos, Picada Café, Santa Maria do Herval, Morro Reuter, Linha Nova, e ainda algumas localidades rurais de Nova Petrópolis e Gramado.”

Postado por traichel on abril 24, 2009

Em 1824 chegam os primeiros colonos alemães ao Rio Grande do Sul, sendo assentados na atual cidade de São Leopoldo. Os alemães chegavam em pequeno número todos os anos, porém eram em número suficiente para se organizar e expandir pela região.

Nos primeiros cinqüenta anos de imigração, foram introduzidos entre 20 e 28 mil alemães ao Rio Grande, a quase totalidade deles destinados à colonização agrícola. Os primeiros colonos vieram de Holstein, Hamburgo, Mecklemburgo e Hannover. Depois, passaram a predominar os oriundos de Hunsrück e do Palatinado. Além desses, vieram da Pomerânia, Vestfália e de Württemberg. [8]

Outras colônias foram criadas na sequência, como Três Forquilhas, Nova Petrópolis, Teutônia, Santa Cruz, São Lourenço, Colônia Santo Ângelo, Colônia de Santa Maria do Mundo Novo, etc.
Mapa mostrando a dispersão das colônias alemãs no Sul do Brasil em 1905.

Em algumas décadas, a região do Vale do Rio dos Sinos estava quase que completamente ocupada por imigrantes alemães. A colonização transbordou da região, se expandindo por outras áreas do Rio Grande do Sul. É notável que a colonização alemã foi efetuada em terras baixas, seguindo o caminho dos rios. Na década de 1870, praticamente todas as terras baixas do interior do Rio Grande do Sul estavam sendo ocupadas pelos alemães, porém, as terras altas não atraíam os colonos, permanecendo desocupadas até a chegada dos italianos, em 1875.

Os problemas na imigração

O governo alemão proibiu em 1859 a emigração para o Brasil devido a um forte movimento que surgiu na Alemanha contra esta emigração, devido a diversos problemas.

Os problemas começavam já na vinda para o Brasil, nos navios, em viagens que poderiam durar cerca de 3 a 4 meses pelo Oceano Atlântico. Em algumas situações, imigrantes esperavam o navio por cerca de dois meses no porto de Hamburgo, em condições precárias, onde inclusive ocorriam óbitos. Muitas viagens foram feitas em navios com excesso de passageiros, onde as pessoas viajavam espremidas, com alimentação deficiente e má higiene, quando não aconteciam inúmeros óbitos por causa de epidemias. Também muitos imigrantes morriam ao chegar ao Brasil, por causa de doenças tropicais.

Ao chegar ao Brasil, os imigrantes alemães sofreram para se adaptar ao clima brasileiro, ao idioma e às novas condições de vida, normalmente primitivas, que já não tinham em seu país de origem.

Em alguns casos, chegavam ao Brasil e por não estarem suas terras demarcadas, ficavam alojados em prédios ocupados antes por escravos, aguardando durante meses o assentamento em seus lotes. Também por problemas na demarcação de terras, muitas brigas surgiam.

O isolamento das colônias também dificultava na medida que faltava acesso médico para doenças ou partos, (quando a colônia não tinha seu próprio médico) e muitos morriam por não chegarem a tempo na cidade mais próxima, pois dependiam de transporte por tração, o que era lento e poderia levar horas ou dias. A distância, mas também a falta de dinheiro, dificultavam o acesso a tratamentos.

A situação precária para sobrevivência causava muita decepção e desgosto, pois não eram as perspectivas que tinham quando decidiram emigrar. As promessas de que iriam para o “paraíso” aumentavam o sofrimento, quando estavam frente a frente a matas fechadas para derrubarem a machado, onde inclusive as mulheres ajudavam.

A espera pelo cumprimento de promessas como o desenvolvimento da região com a construção de vias de acesso e a promessa de subsídio com dinheiro ou instrumentos de trabalho (ferramentas, sementes, gado, material de construção) não foram cumpridas na maior parte das colônias alemãs. A liberdade de culto de religião, apesar de declarada, era somente tolerada, pois ia contra a constituição brasileira. Para tanto, os imigrantes protestantes não poderiam construir prédios que tivessem a aparência de igreja, como usando sinos e cruzes.

Muitas terras recebidas pelos imigrantes eram simplesmente “ingratas”: secas e ácidas, sem capacidade de boa produção de alimentos para a própria subsistência. Até descobrirem quão inférteis eram aquelas terras, já haviam investido trabalho, sementes e tempo ao tentar cultivá-las, e entre a espera da colheita e a frustração de não conseguir colher nada, passavam fome.

Quando os imigrantes eram empregados em alguma fazenda, muitos se viram na condição de “semi-escravos”, quando trabalhavam por horas a fio, e não recebiam tudo o que fora prometido pelo trabalho, isso quando não eram maltratados pelos donos das fazendas.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_alem%C3%A3_no_Brasil

Postado por traichel on fevereiro 18, 2009

Um dos personagens mais importantes da História, assim podemos definir Martim Luther, ou Martim Lutero aqui no Brasil.

Segundo o site Luteranos (www.luteranos.com.br):

Nascido a 10 de novembro de 1483 na cidade de Eisleben/Alemanha, Martim Lutero foi filho de uma família de mineiros pobres. Estudou filosofia e direito e no ano de 1505 entrou para a Ordem dos Agostinianos. Tornou-se monge, sendo ordenado sacerdote no ano de 1507. Defendeu tese de doutoramento em teologia no ano de 1512. Leciona na cidade de Wittenberg, onde desencadeia, a partir de um estudo acurado das Sagradas Escrituras, um movimento que modificará profundamente o cenário eclesiástico ocidental.

Em 1517 publica 95 teses em que preconiza reformas no interior da Igreja Católica. Não encontrou acolhida para as suas propostas, sendo excomungado no ano de 1521. Proscrito pelas autoridades, acabou sendo sequestrado por simpatizantes de suas idéias.

Redige pequenos livretos e traduz a Bíblia para a língua alemã. Suas teses encontram eco e se espalham rapidamente graças à imprensa. Suas idéias são propagadas e desencadeia-se um movimento reformador em vários países europeus. Outros simpatizantes lideram iniciativas semelhantes na Suiça e na França.

A Reforma de Lutero não só traria uma nova forma de pensar o Cristianismo como também abriria as portas para novas correntes como o Iluminismo.

Postado por traichel on fevereiro 3, 2009

Quando a comecei a escrever o livro não imaginava direito onde as coisas chegariam, mas fui pesquisando onde encaixar os fatos e, ao ler a descrição da espístola na Wikipédia, não tive dúvidas de que tinha achado não só um grande elo na minha trama mas também o título do livro:

” A Epístola aos Romanos, também conhecida apenas como Romanos, é como é conhecida a epístola de Paulo aos romanos. Como a própria epístola nos mostra no seu capítulo I e no verso 1, Paulo é o escritor.

A epístola aos romanos foi escrita, provavelmente, em 57 d.C., na cidade de Corinto, Grécia, pouco antes da visita do apóstolo a Jerusalém.

A carta tinha por objetivo corrigir interpretações a respeito de sua pregação levadas à comunidade de Roma provavelmente por judeus ou cristãos judaizantes.

Foi lendo esta carta que Martinho Lutero foi tocado pela mensagem da salvação gratuita, fazendo-o insurgir-se contra a venda de indulgências que se disseminava entre a classe eclesiástica de então. Em Romanos 1:17 lê-se: “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o Justo viverá da fé” (grifo meu).

Segundo esta epístola, a salvação que Deus proporciona à humanidade é dada gratuitamente através do sacrifício de seu Filho Jesus Cristo, na cruz do Calvário.

Em toda a epístola, Paulo tenta mostrar aos cristãos romanos e também aos judeus que a salvação é somente pela fé em Jesus Cristo, e não em uma religião, nem em uma nacionalidade, nem em qualquer obra do homem. Somente Jesus Cristo salva. E — Paulo afirma — é somente a fé em Cristo que salva o ímpio da ira de Deus, ira essa a que Paulo se refere no capítulo I e no verso 18.

O estudo deste livro é considerado pelos cristãos necessário para compreensão espiritual e também para compreensão da graça redentora de Deus.

O livro de Romanos é uma das mais ricas e difíceis epístolas de Paulo. Ela mostra claramente o problema do pecado e a única solução: a graça de Deus através de Jesus Cristo. Paulo argumenta eficazmente que ninguém será salvo por obediência à lei do Velho Testamento. A salvação é pela fé em Cristo somente.”

Postado por traichel on janeiro 23, 2009

Durante a Idade Média não foram só os Templários que apareceram com a sua Ordem Militar credenciada pelo Vaticano. Outros nobres de outros países também quiseram a vida “heróica e devotada em defesa do Cristianismo, contra os impuro sarracenos”.

150px-teuton_flagsvgUma destas Ordens eram os Cavaleiros Teutônicos. Basicamente seguiam a mesma coisa que os Pobres Cavaleiros do Templo, mas eram formados por homens germânicos: bávaros, prussianos, saxões, etc.

Vale lembrar que naquela época não existia bem uma Alemanha, mas sim um conjunto de ducados e pequenos reinos, ora unidos sob um império, ora divididos e brigando entre si. Aliás este sempre foi um dos passatempos prediletos dos germanos, desde o tempo dos Césares: lutar entre si.

Em fim, a Ordem dos Cavaleiros Teutônicos pelo visto era a menorzinha das três. Eu disse três? Ahh sim, tem os Hospitalários também, que aliás disputavam com os templários o título de queridos de Roma. Voltando ao assunto, pelo que se sabe eles não eram muito bem vistos pelo co-irmãos de armadura, visto que eles eram assim, como poderei dizer, meio bárbaros. Tinham mais interesse em cortar cabeças que fazer orações.

Eram identificados pela cruz preta sobre o branco e, diferente das demais, a Ordem existe até hoje, claro em um formato diferente. Quem quiser pode até visitar o site oficial da organização, hoje com a sua sede na Áustria. Só tem que saber a língua de Goethe para entender…