Carta Aos Romanos – romance policial sobre sociedades secretas

Um romance policial onde suspense, religião e sociedades secretas se encontram com a imigração alemã no sul Brasil. Inspirado em uma lenda urbana do interior do RS.

Postado por traichel on dezembro 26, 2009

Eu acabei de ler o último livro do Dan Brown e posso dizer: não gostei. Eu li todos os livros deles e tenho as versões ilustradas do Anjos e do Código, mas esse último, não deu muita vontade.

Eu digo isso porquê o enredo está MUITO mais do mesmo. Claro que essa é a linha do autor, os romances dele são sobre segredos e tal, mas bem que ele podia ter mudado um pouco, tornado a coisa mais palpável. Não vou contar muito sobre o enredo, para não dar spoilers, mas a fórmula “homem mal-conspiração-ajudante feminina-virada no final” poderia ser um pouco diferente.

Fora isso, o motivo da trama não é nada convicente, não que os outros fossem muito. O segredo perdido que ele se refere, que tem a ver com os maçons, tem um ponto fraco bem evidente: a Maçonaria NÃO é uma instituição única, ela é formada por diversas Potências e Ritos que nem sempre se reconhecem entre si. Para se ter uma idéia só no Rio Grande do Sul são 3 organizações regulares, que se reconhecem como iguais a não mais de 10 anos. Mas no livro, parece que a Maçonaria de Washington é a única no mundo, o centro de tudo.

Outro ponto que questiono, na verdade de quase todos os livros da atualidade, é o tamanho. Com certeza se poderia ter feito a mesma história com menos páginas, e isso fica evidente em certa altura do livro que a trama acaba e começa uma verdadeira encheção de linguiça, coisa que não tinha nos livros anteriores.

De qualquer forma,  Símbolo Pedido é um dos livros mais vendidos em seu lançamento e com certeza vai dividir opiniões. Mas se você quiser ler uma história sobre sociedades secretas mas diferente disso que falei, experimente o Carta aos Romanos. Posso garantir que será uma ótima viagem!

Postado por traichel on novembro 18, 2009

A editora Sextante conseguiu antecipar a publicação brasileira do novo romance do Dan Brown para o dia 20 de novembro, ou seja, daqui 2 dias, bem antes do prazo de 7 de dezembro inicial. Além disso a editora disponibilizou o prólogo já traduzido (que pode ser encontrado AQUI).

Além disso a editora preparou uma “caça ao tesouro”, onde o prêmio serão kits com livro, camiseta e pin. Agora é só esperar!

Postado por traichel on novembro 17, 2009

Isso mesmo! Agora além de ler o livro, você poderá viver um pouco mais da trama explorando alguns dos cenários descritos na trama, juntando as pistas para ajudar o Klaus a encontrar o Livro dos Dias!

Claro que não sou nenhum expert em games, muito menos em construí-los em Flash, mas acho que jea vai dar para ter uma idéia da tarefa que o protagonista da história enfrenta ao longo do livro.

Bom, é só procurar nos ambientes as pistas que serão indicadas. Se quiseres comprar o livro, para ler no conforto do seu sofá, é só visitar o Clube de Autores ou clicar no banner ali na direita. Boa sorte!

Carta aos Romanos

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Postado por traichel on setembro 16, 2009

Não demorou muito. O novo livro do autor de romances históricos/policiais já está espalhado pela Internet, seja na forma de torrent ou em links diretos para donwload, como RapidShare, Megaupload e 4shared.

No Scribd os documentos que tinham já foram apagados, mas creio que é algo sem freio, pois a cada hora alguém que baixou faz o upload novamente em algum lugar da web, mas para ser sincero, ler trocentas páginas no computador é massacrante, chato e sem contar que não tem o cheiro de livro novo.

Eu vou esperar  sair impresso aqui no Brasil mesmo e talvez nem compre essa primeira edição, pois as versões ilustradas são sempre mais legais. Eu por exemplo tenho as duas, Anjos e Demônios e o Código.

Mas continua a dica: se você gosta de ler livros neste estilo e vai esperar sair impresso em português, experimente o Carta aos Romanos. Uma narrativa aqui, em terras brasileiras mesmo. Você poderá ler o prólogo e o primeiro capítulo aqui e comprar o livro no Clube de Autores ou na Lulu.

Postado por traichel on setembro 16, 2009

lost_symbolComeçaram as vendas e entregas do novo livro com as aventuras do Robert Langdom, o cara que “enfrentou” os Illuminati e entrou numa corrida pelo Graal com o “Código Da Vinci”. Aliás, que forrou os bolsos que este último…

No Brasil o livro Lost Symbol começará a ser distribuído apenas no dia 04 de dezembro, mas se tu quiseres poderá ler o Prólogo e o capítulo 1, em inglês, clicando aqui.

Bem, eu gostei MUITO mais do Anjos e Demônios e achei o filme bem ruinzinho, muito longe da trama feita para o livro. Quem sabe esse novo, onde pelo prólogo parece envolver a Maçonaria, consiga superar os outros 2!

Se você gosta de ler livros neste estilo, experimente o Carta aos Romanos. Você poderá ler o prólogo e o primeiro capítulo aqui e comprar o livro no Clube de Autores ou na Lulu.

Postado por traichel on setembro 1, 2009

A fim de aumentar as possibilidades de venda e aproveitando o PayPal agora em português, resolvi colocar o meu romance “Carta aos Romanos” também no Lulu.com, um dos maiores sites de autopublicação do mundo.

É só clicar aqui e encomendar o seu, que poderá ser pago em cartão de crédito ou usando o PayPal. O livro é entregue em sua casa e, como novidade, você poderá comprar o PDF para download, na módica quantia de US$ 5,00!

Postado por traichel on julho 26, 2009

Demorou um tempo, eu havia mandado o livro no início do fevereiro como escrevi aqui, mas semana passada recebi a correspondência do Escritório de Direito Autoral, da Biblioteca Nacional. Agora o Carta aos Romanos é um livro registrado, eu como autor, com o número é 459.630.

Uma vez li, não me lembro agora, que registrar na BN não significa necessariamente garantir que a obra está protegida, pois eles não registram a idéia, mas sim as palavras. Bom, se isso é verdade ou não não sei, mas acredito que se aparecer alguma obra com o mesmo motivo do meu, será MUITO mais fácil de defender meus direitos perante um juiz.

Postado por traichel on junho 17, 2009

Segundo a Wikipedia, que transcrevo aqui de maneira mais resumida:

Sistema de encaixe de madeiras

Sistema de encaixe de madeiras

“O Enxaimel, ou Fachwerk (originário de “Fach” assim denominavam o espaço preenchido com material entrelaçado de uma parede feita de caibros), é uma técnica de construção que consiste em paredes montadas com hastes de madeira encaixadas entre si em posições horizontais, verticais ou inclinadas, cujos espaços são preenchidos geralmente por pedras ou tijolos. Os tirantes de madeira dão estilo e beleza às construções do gênero, produzindo um caráter estético privilegiado. Outras características são a robustez e a grande inclinação dos telhados. Na adaptação do enxaimel às características climáticas da região, foi necessária a implantação, por conta da elevada umidade local, de uma estrutura feita de pedra que sustenta as construções evitando que a madeira se molhe.

Casa em estilo enxaimel

Casa em estilo enxaimel

As casas no chamado estilo enxaimel são uma das principais atrações turísticas em qualquer região de colonização alemã. Quando os primeiros alemães chegaram ao Brasil, a arquitetura enxaimel já não era utilizada havia muito tempo, mas foi considerada a mais adequada para as condições encontradas no Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Além de fortes, as casas eram baratas e de construção simples. Enxaimel quer dizer enchimento. Primeiro, era construído o esqueleto da casa, todo de toras grossas de madeira. Entre as vigas verticais eram colocadas as horizontais e, nas extremidades das paredes, algumas em ângulo, para evitar inclinação. Pronta a “caixa”, os espaços eram completados com materiais disponíveis de acordo com a região: no Rio Grande do Sul, há fechamentos com taipa, barro socado, tijolos maciços rebocados e até mesmo pedra grês cortadas. Em Santa Catarina, há maior ocorrência de tijolos maciços sem uso de reboco.

O Vale do Itajaí e o Norte do estado de Santa Catarina têm uma das maiores concentração deste modo construtivo na América. Os municípios de Indaial, Blumenau, Joinville, São Bento do Sul, Timbó e Pomerode têm número significativo de enxaiméis.

No Rio Grande do Sul, se destacam os municípios emancipados da antiga colônia alemã de São Leopoldo: Ivoti, Dois Irmãos, Picada Café, Santa Maria do Herval, Morro Reuter, Linha Nova, e ainda algumas localidades rurais de Nova Petrópolis e Gramado.”

Postado por traichel on maio 2, 2009

Depois de um tempão ouvindo e lendo que o novo livro do Dan Brown seria a Chave de Salomão, que creio seria mais apropriado para o conteúdo que estão especulando, anunciaram que a terceira aventura do Robert Langdon se chamará o Símbolo Perdido.

Bom, eu não escondo que gosto dos livros dele. Aliás Anjos e Demônios me inspirou a escrever o Carta. Agora, devemos deixar bem claro que, o que mais tem nos livros dele, são informações equivocadas e até distorcidas, mas que se encaixam perfeitamente no que se propõe a obra: um romance policial de tirar o fôlego.

Uma coisa é certa: se realmente for sobre a Maçonaria, especialmente a americana, vai ter muita gente achando que poderá bater na porta dos Templos e entrar, só por quê leu o livro. Será até engraçado de ver…

Postado por traichel on abril 24, 2009

Em 1824 chegam os primeiros colonos alemães ao Rio Grande do Sul, sendo assentados na atual cidade de São Leopoldo. Os alemães chegavam em pequeno número todos os anos, porém eram em número suficiente para se organizar e expandir pela região.

Nos primeiros cinqüenta anos de imigração, foram introduzidos entre 20 e 28 mil alemães ao Rio Grande, a quase totalidade deles destinados à colonização agrícola. Os primeiros colonos vieram de Holstein, Hamburgo, Mecklemburgo e Hannover. Depois, passaram a predominar os oriundos de Hunsrück e do Palatinado. Além desses, vieram da Pomerânia, Vestfália e de Württemberg. [8]

Outras colônias foram criadas na sequência, como Três Forquilhas, Nova Petrópolis, Teutônia, Santa Cruz, São Lourenço, Colônia Santo Ângelo, Colônia de Santa Maria do Mundo Novo, etc.
Mapa mostrando a dispersão das colônias alemãs no Sul do Brasil em 1905.

Em algumas décadas, a região do Vale do Rio dos Sinos estava quase que completamente ocupada por imigrantes alemães. A colonização transbordou da região, se expandindo por outras áreas do Rio Grande do Sul. É notável que a colonização alemã foi efetuada em terras baixas, seguindo o caminho dos rios. Na década de 1870, praticamente todas as terras baixas do interior do Rio Grande do Sul estavam sendo ocupadas pelos alemães, porém, as terras altas não atraíam os colonos, permanecendo desocupadas até a chegada dos italianos, em 1875.

Os problemas na imigração

O governo alemão proibiu em 1859 a emigração para o Brasil devido a um forte movimento que surgiu na Alemanha contra esta emigração, devido a diversos problemas.

Os problemas começavam já na vinda para o Brasil, nos navios, em viagens que poderiam durar cerca de 3 a 4 meses pelo Oceano Atlântico. Em algumas situações, imigrantes esperavam o navio por cerca de dois meses no porto de Hamburgo, em condições precárias, onde inclusive ocorriam óbitos. Muitas viagens foram feitas em navios com excesso de passageiros, onde as pessoas viajavam espremidas, com alimentação deficiente e má higiene, quando não aconteciam inúmeros óbitos por causa de epidemias. Também muitos imigrantes morriam ao chegar ao Brasil, por causa de doenças tropicais.

Ao chegar ao Brasil, os imigrantes alemães sofreram para se adaptar ao clima brasileiro, ao idioma e às novas condições de vida, normalmente primitivas, que já não tinham em seu país de origem.

Em alguns casos, chegavam ao Brasil e por não estarem suas terras demarcadas, ficavam alojados em prédios ocupados antes por escravos, aguardando durante meses o assentamento em seus lotes. Também por problemas na demarcação de terras, muitas brigas surgiam.

O isolamento das colônias também dificultava na medida que faltava acesso médico para doenças ou partos, (quando a colônia não tinha seu próprio médico) e muitos morriam por não chegarem a tempo na cidade mais próxima, pois dependiam de transporte por tração, o que era lento e poderia levar horas ou dias. A distância, mas também a falta de dinheiro, dificultavam o acesso a tratamentos.

A situação precária para sobrevivência causava muita decepção e desgosto, pois não eram as perspectivas que tinham quando decidiram emigrar. As promessas de que iriam para o “paraíso” aumentavam o sofrimento, quando estavam frente a frente a matas fechadas para derrubarem a machado, onde inclusive as mulheres ajudavam.

A espera pelo cumprimento de promessas como o desenvolvimento da região com a construção de vias de acesso e a promessa de subsídio com dinheiro ou instrumentos de trabalho (ferramentas, sementes, gado, material de construção) não foram cumpridas na maior parte das colônias alemãs. A liberdade de culto de religião, apesar de declarada, era somente tolerada, pois ia contra a constituição brasileira. Para tanto, os imigrantes protestantes não poderiam construir prédios que tivessem a aparência de igreja, como usando sinos e cruzes.

Muitas terras recebidas pelos imigrantes eram simplesmente “ingratas”: secas e ácidas, sem capacidade de boa produção de alimentos para a própria subsistência. Até descobrirem quão inférteis eram aquelas terras, já haviam investido trabalho, sementes e tempo ao tentar cultivá-las, e entre a espera da colheita e a frustração de não conseguir colher nada, passavam fome.

Quando os imigrantes eram empregados em alguma fazenda, muitos se viram na condição de “semi-escravos”, quando trabalhavam por horas a fio, e não recebiam tudo o que fora prometido pelo trabalho, isso quando não eram maltratados pelos donos das fazendas.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_alem%C3%A3_no_Brasil