Carta Aos Romanos – romance policial sobre sociedades secretas

Um romance policial onde suspense, religião e sociedades secretas se encontram com a imigração alemã no sul Brasil. Inspirado em uma lenda urbana do interior do RS.

Postado por traichel on fevereiro 3, 2009

Quando todo mundo estava empolgado com o Código Da Vinci eu lia o outro, o antecessor dele.

Pra mim o Anjos e Demônios é infinitamente melhor, embora eu saiba que muitas coisas ditas ali estejam, digamos, equivocadas. Já vi cientistas dizendo que a coisa da antimatéria não é bem assim e mesmo algumas das sociedades secretas que ele comenta sei que não começaram do jeito descrito por ele, mas o clima policial colocado foi muito além do Código.

Na verdade se lermos primeiro o Anjos e depois começarmos o Código, veremos uma rotina bem definida. Aliás, creio que este livro estabeleceu um padrão para os outros deste tipo, incluindo o meu: assassinato – segredo a ser revelado  – sociedade secreta – perseguição – final surpreendente.

Claro que estou generalizando, mas depois do sucesso dos livros do Dan Brown muitos outros títulos surgiram seguindo a mesma linha, seja com fraternidades misteriosas seja com ramos da Igreja. Apesar disto, poucos se igualaram com o suspense criado na história dos Iluminatti e a bomba de antimatéria posta no Vaticano, proposto pelo autor no Anjos.

Óbviamente está virando filme, que estreiará no dia 15 de maio e pra quem quiser, podemos ver uma palhinha no trailer oficial abaixo:

Ou no spot de tv que saiu no Superbowl:

Postado por traichel on janeiro 29, 2009

Uma das primeiras coisas que me preocupei (e me preocupo ainda) é defender a autoria da obra. Creio que este é um pensamento de qualquer um que crie alguma coisa, seja um livro, um desenho ou vídeo. A gente tem a idéia e quer que ela seja creditada sempre a nós. Se tiver lucro em cima então…

Depois de escrito o livro e revisado algumas vezes – na verdade ainda tá faltando a revisão gramatical, mas isso é com minha irmã – o passo seguinte será enviar uma cópia para a Fundação Biblioteca Nacional. Esse depósito servirá para deixar registrado que a idéia do livro já existe e que sou eu o autor.

Interessante notar que, se a gente olhar o link lá no site deles sobre os serviços do Escritório de Direitos Autorais, veremos que muita coisa pode ser depositada lá: desenhos, letras de música e livros publicados ou não. No caso dos livros quando se manda para uma editora publicar, já está incluso no valor que eles cobram o depósito legal, mas se resolvermos fazer por conta própria o valor sai bem em conta: R$ 20,00 por obra!

O ISBN, que é o código de barras que identifica o livro em qualquer lugar do mundo, também pode ser feito lá, na Agência Brasileira do ISBN. Tu precisas primeiro fazer um cadastro pessoal (R$ 70,00 se não me engano) e depois cada obra que registrares sai pela bagatela de R$ 185,00 – cadastramento, número, fotolito e png do código de barras).

Como por enquanto não pretendo colocar o Carta em livrarias não gastarei esse dinheiro, apenas farei o depósito legal. Mas quem sabe o que o futuro nos reserva?

Postado por traichel on janeiro 23, 2009

Durante a Idade Média não foram só os Templários que apareceram com a sua Ordem Militar credenciada pelo Vaticano. Outros nobres de outros países também quiseram a vida “heróica e devotada em defesa do Cristianismo, contra os impuro sarracenos”.

150px-teuton_flagsvgUma destas Ordens eram os Cavaleiros Teutônicos. Basicamente seguiam a mesma coisa que os Pobres Cavaleiros do Templo, mas eram formados por homens germânicos: bávaros, prussianos, saxões, etc.

Vale lembrar que naquela época não existia bem uma Alemanha, mas sim um conjunto de ducados e pequenos reinos, ora unidos sob um império, ora divididos e brigando entre si. Aliás este sempre foi um dos passatempos prediletos dos germanos, desde o tempo dos Césares: lutar entre si.

Em fim, a Ordem dos Cavaleiros Teutônicos pelo visto era a menorzinha das três. Eu disse três? Ahh sim, tem os Hospitalários também, que aliás disputavam com os templários o título de queridos de Roma. Voltando ao assunto, pelo que se sabe eles não eram muito bem vistos pelo co-irmãos de armadura, visto que eles eram assim, como poderei dizer, meio bárbaros. Tinham mais interesse em cortar cabeças que fazer orações.

Eram identificados pela cruz preta sobre o branco e, diferente das demais, a Ordem existe até hoje, claro em um formato diferente. Quem quiser pode até visitar o site oficial da organização, hoje com a sua sede na Áustria. Só tem que saber a língua de Goethe para entender…

Postado por traichel on janeiro 19, 2009

Quando eu estava escrevendo o livro e já decidido que o colocaria na web, comecei a procurar uma forma de mostrar o meu trabalho sem dar muita moleza para os caras do ctrl+c / ctrl+v.

Então saí a cata de algum serviço na web que fizesse isso e encontrei assim o Bookess.

Bom, basicamente ele é uma espécie de Orkut para quem escreve, onde se pode além de publicar o próprio texto a gente pode adicionar outros livros aos teus favoritos, estabelecer amizades, trocar recados, sugerir capítulos e por aí adiante. Uma das coisas legais é que se pode “folhear” o livro e colocar marcador de página onde se parou

O lado ruim do Bookess é o seu editor de capítulos, em Javascript. Colar do word tem sido um caos, ele bagunça tudo. Atualizando: eles mudaram um monte e tá bem melhor de publicar.

O outro serviço foi indicado pelo Felipe, meu sócio lá na 29sul: o NeoReader.

Duas  coisas  gostei de lá: uma é simplesmente fazer o upload do PDF, definir meia dúzia de campos e voilà, tá na web. A outra é colocar o NeoReader dentro do teu site, “embebedando” ele na página, como faço aqui com os capítulos. Assim todos podem ler o arquivo, mas o seu conteúdo (teoricamente) fica bem protegido.

Existe ainda o Scribid, onde também se pode colocar PDFs online. O site é em inglês e parece ter um monte de assinantes, mas não gostei do fato de não poder proteger os PDFs. Ou seja, podem ser baixados e seu conteúdo copiado livremente. Atualizando: agora dá para bloquear o download e o ctrl+c.
Então é isso. Lugar para publicar tu já sabes. Agora é começar a escrever!

Postado por traichel on janeiro 16, 2009

Essa foi a minha primeira questão filosófica que me deparei quando terminei de escrever a história do Carta aos Romanos. Eu já tinha entregue algumas cópias sem revisão para alguns amigos e parentes, para que dessem uma olhada no material. Todos me disseram que a história estava boa e tal (claro que esposa e mãe são suspeitas) mas foi aí que me perguntaram o que eu faria com o livro.

Bom, eu pesquisei na internet sobre o assunto da publicação de livros e, se eu já estava em dúvida sobre como “publicar” a minha história, depois de ler em sites fiquei ainda mais perdido.

Resumindo eu encontrei 4 situações distintas:

  1. o método tradicional de enviar impresso para uma editora e esperar pacientemente que respondessem (coisa de meses) e torcendo para que gostassem;
  2. autopublicar, pagando uma editora para fazer os registros na Biblioteca Nacional (cireito autoral)  e o ISBN (o código de barras) e também imprimindo no mínimo 100 livros, que eu mesmo teria de dar um jeito de divulgar;
  3. tentar uma editora que faça on demand, ou seja, tu pagas a parte de registros, capas, revisão. Ela distribui virtualmente e se vender, ela imprime;
  4. não gastar com quase nada e publicar o conteúdo em um blog.

Bom, a primeira para falar a verdade nem tentei. Li tanto artigo dizendo que só consegue 1 em 1 milhão e tal que achei que meu pequeno livro de um autor estreante não faria nem cócegas em uma editora. Ou faria rir…

A segunda fora de cogitação. Sem condições de gastar 2 ou 3 mil pra ter um monte de livros em casa e sair correndo atrás de livrarias.

A terceira me pareceu interessante. Se eu tivesse um tanto de dinheiro guardado – mais  ou menos 800 reais pelo que vi – até arriscaria.

A quarta me pareceu mais atraente, principalmente depois que li esse artigo aqui. O meu único medo era o conteúdo.  Afinal de contas foram 4 meses escrevendo e reescrevendo. A última coisa que eu quero é ver um engraçadinho copiando e tirando a minha autoria. Mas sobre direitos eu falarei em outro post.

Para resumir a ópera, optei pelo quarto, assim eu colocarei aqui para leitura online através do NeoReader ou pelo Bookess. Agora que venham os visitantes!